No calendário, o dia amanhece com um título nobre: liberdade de imprensa. No Sertão do Pajeú, porém, a data chega mais como pergunta do que como celebração.

Há, sem dúvida, uma conquista histórica a ser reconhecida. A liberdade de informar, de opinar, de investigar — aquilo que em outros tempos foi silenciado — hoje existe, ao menos no papel e nos princípios. Mas, entre o direito e a prática, há um caminho de pedras que passa, inevitavelmente, pelo caixa.
No cotidiano das mídias digitais da região, a pauta muitas vezes não nasce do interesse público, mas da necessidade de sobrevivência. Publicações institucionais pagas ocupam o espaço que deveria ser do jornalismo investigativo. Releases prontos substituem perguntas incômodas. E, assim, a notícia vai se moldando não ao fato, mas à conveniência.
Enquanto isso, a realidade segue pulsando do lado de fora das telas: denúncias de corrupção, investigações em curso, operações … Leia mais




















